A verdade prevalecerá acima de tudo

A comunicação social de hoje (29.11.2006) noticia a detenção de José Esteves, que foi ouvido no DIAP, após ter sido detido por posse ilegal de arma de fogo. Mas os textos dos diversos jornais dão ênfase às declaração desta "personagem", que afirma ter sido ele o autor do engenho explosivo que vitimou, entre outros, o Primeiro-Ministro de Portugal e o Ministro da Defesa, Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa.
Quem leu o livro "Camarate - A Verdade Não Prescreve", de Inês Serra Lopes, sabe que José Esteves é assim: gosta do espectáculo, de aparecer, de ser noticia. Estas declarações são exemplo disso, pois sabe que não haverá julgamento.
É de lamentar profundamente que, há 26 anos morreram duas figuras máximas do Estado português, e esse mesmo Estado, não conseguiu efectuar uma investigação séria e credível. Não consideraram a existência de fragmentos de metal nos membros inferiores dos pilotos; não consideraram a existência de bário (usado para fazer engenhos explosivos) na fuselagem do bimotor; não consideraram o rasto de documentos espalhados na pista; não consideraram os depoimentos das testemunhas oculares que viram uma explosão a bordo do avião, quando ainda estava no ar. Os investigadores oficiais limitaram-se a afirmar que o avião caíu por falta de gasolina no depósito da asa esquerda e por um erro na distribuição dos pesos. Como se todas as outras provas não existissem. Leva-me a crer (e, provavelmente, a muitos portugueses) que já existia uma explicação para queda do Cessna, mesmo antes dele ter descolado da pista.
Quase vinte e seis anos depois, o Supremo Tribunal de Justiça deu o processo por encerrado, impedindo que a acusação particular levasse a julgamento aqueles que se presume ser os verdadeiros autores do crime.
E depois dizem que temos que acreditar na Justiça...
Quem leu o livro "Camarate - A Verdade Não Prescreve", de Inês Serra Lopes, sabe que José Esteves é assim: gosta do espectáculo, de aparecer, de ser noticia. Estas declarações são exemplo disso, pois sabe que não haverá julgamento.
É de lamentar profundamente que, há 26 anos morreram duas figuras máximas do Estado português, e esse mesmo Estado, não conseguiu efectuar uma investigação séria e credível. Não consideraram a existência de fragmentos de metal nos membros inferiores dos pilotos; não consideraram a existência de bário (usado para fazer engenhos explosivos) na fuselagem do bimotor; não consideraram o rasto de documentos espalhados na pista; não consideraram os depoimentos das testemunhas oculares que viram uma explosão a bordo do avião, quando ainda estava no ar. Os investigadores oficiais limitaram-se a afirmar que o avião caíu por falta de gasolina no depósito da asa esquerda e por um erro na distribuição dos pesos. Como se todas as outras provas não existissem. Leva-me a crer (e, provavelmente, a muitos portugueses) que já existia uma explicação para queda do Cessna, mesmo antes dele ter descolado da pista.
Quase vinte e seis anos depois, o Supremo Tribunal de Justiça deu o processo por encerrado, impedindo que a acusação particular levasse a julgamento aqueles que se presume ser os verdadeiros autores do crime.
E depois dizem que temos que acreditar na Justiça...


2 Comments:
este assunto que dada a sua natureza delicada exige clarividência e prudência, faz lembrar uma famosa tela de Hollywood "Teoria da Conspiração". Nos EUA, são parcialmente conhecidas algumas dessas teorias. Nós também temos as nossas, e esta é uma delas...
Sempre disse que era atentado. Nunca sobre esse facto tive dúvidas, boa semana.
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