30 anos de Poder Local
Apesar de ser autarca, não posso deixar de concordar com Pedro Marques Lopes, que escreve no blogue 31 da Armada o seguinte:
"Autarquias
Há trinta anos foram as primeiras eleições autárquicas pós revolução. Na minha opinião, a única coisa que há para comemorar é o facto em si, ou seja, poderem ser os cidadãos a escolherem os seus órgãos de governo local.
Passados trinta anos constato que a nossa experiência de poder local foi absolutamente desastrosa. Basta conhecer, minimamente, o país para constatar que houve uma sistemática destruição da nossa paisagem provocada pela ignorância, impreparação e desleixo dos detentores do poder autárquico. As autarquias transformaram-se em autênticas agências de emprego para as estruturas partidárias locais. Constituíram-se milhares de empresas municipais que, na sua esmagadora maioria, servem para exercer funções que são da responsabilidade das autarquias não servindo para outra coisa que não seja arranjar mais empregos e duplicar salários aos detentores de cargos autárquicos. Grassa a corrupção, o compadrio e o nepotismo.
É urgente repensar toda a estrutura de poder local."
"Autarquias
Há trinta anos foram as primeiras eleições autárquicas pós revolução. Na minha opinião, a única coisa que há para comemorar é o facto em si, ou seja, poderem ser os cidadãos a escolherem os seus órgãos de governo local.
Passados trinta anos constato que a nossa experiência de poder local foi absolutamente desastrosa. Basta conhecer, minimamente, o país para constatar que houve uma sistemática destruição da nossa paisagem provocada pela ignorância, impreparação e desleixo dos detentores do poder autárquico. As autarquias transformaram-se em autênticas agências de emprego para as estruturas partidárias locais. Constituíram-se milhares de empresas municipais que, na sua esmagadora maioria, servem para exercer funções que são da responsabilidade das autarquias não servindo para outra coisa que não seja arranjar mais empregos e duplicar salários aos detentores de cargos autárquicos. Grassa a corrupção, o compadrio e o nepotismo.
É urgente repensar toda a estrutura de poder local."


2 Comments:
E ainda há quem queira dar maiores (in)competências às autarquias. Proponho que para se ser autarca (além da eleição) teria que se passar num exame que avaliasse os candidatos. Quanto às matérias a serem abordadas nesse exame, aceitam-se sugestões !
Está tudo dito. Concordo em absoluto e se calhar devíamos começar por limitar os mandatos. Não há melhor isco para a corrupção que o poder instalado.
Enviar um comentário
<< Home